Amamentação X Bebida Alcóolica

Os cuidados com tudo o que a gestante come e bebe devem ser bem rigorosos, por motivos já bastante conhecidos: boa parte do que for ingerido, seja bom ou ruim, passa para o bebê por meio do cordão umbilical e, sendo assim, interfere diretamente em seu desenvolvimento. É por isso que substâncias como álcool, drogas e certos medicamentos são proibidos ao longo da gestação. Tal recomendação continua igual durante todo o período que durar o aleitamento, visto que os mesmos podem chegar até o bebê por meio do leite materno. Isso quer dizer que a mulher que amamenta não pode tomar nenhuma bebida alcóolica nesse intervalo? A resposta é depende.

De acordo com o Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o consumo de bebidas alcoólicas é considerado compatível com a amamentação tanto pela Academia Americana de Pediatria quanto pela SBP. Isso significa que a mãe pode, sim, tomar um drinque eventualmente, desde que com alguns cuidados. Mas não é recomendado.

Cuidados esses que devem levar em consideração a quantidade de álcool ingerido: quanto maior o volume de álcool consumido, mais tempo o organismo irá levar para metabolizá-lo. Isso também varia conforme o peso da mãe, já que o organismo de uma pessoa mais pesada vai levar menos tempo para realizá-lo do que o de uma pessoa mais leve. O horário da próxima mamada: uma pessoa de tamanho médio (60 kg) leva de duas a três horas para metabolizar uma única dose de álcool (um copo de cerveja ou uma taça de vinho, por exemplo). Ou seja, o que é importante levar em consideração: o peso da mãe e a quantidade de doses ingeridas por ela e, com isso, é obtido o tempo estimado para a eliminação do álcool do leite materno.

Se a mãe tiver ingerido muitas doses, ela não conseguirá amamentar por um longo período, por exemplo, uma mãe de 60Kg ingerir 4 doses de bebida alcoólica, ela não poderá amamentar por, em média, 9 horas e meia. Por esse motivo é muito importante o planejamento e a responsabilidade. Ordenhar o leite e congelá-lo antes do consumo alcoólico e oferecer ao bebê no copinho pode ser uma alternativa.

Acontece, também, que o álcool inibe o hormônio prolactina, que é responsável pela produção do leite. Além disso, alguns estudos mostram que ele também pode alterar o cheiro e o sabor do leite e, por causa disso, ser recusado pela criança.

Algo tão perigoso quanto os efeitos indiretos do consumo de álcool sobre a amamentação são as consequências diretas sobre o organismo da mãe, pois uma pessoa alcoolizada perde os reflexos e a atenção, o que é muito arriscado se ela estiver cuidando de uma criança. Caso a mãe opte por beber é importante que sempre tenha alguém que não esteja bebendo e responsável pelo bebê por perto. Além de ter orientações e acompanhamento adequados de profissionais capacitados. Lembrando: o consumo de álcool durante a amamentação não é recomendado.

Dra. Thalita Cardoso
CRN: 3 55355
Instagram: @nutri.thalitacardoso
E-mail: contato@geracaoprime.com.br

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